Histórias da Vila Jardim
sábado, 2 de abril de 2011
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Sport Club Internacional
A atual fase do meu time do coração me remete aos tempos de sofrimento que vivi nos anos 80 e 90 na Vila Jardim, por causa das derrotas intermináveis que sofriamos.Todo ano ficamos só no quase.
Mais nem por isso deixei de acreditar e ir em vários jogos ao estilo "vilajardiano", é claro. Como estavámos sempres duros na época, nos restava pagar ingresso na famosa e extinta "coréia", que era a Geral do Internacional.
Depois que estavámos lá dentro, o próximo passo era tentar driblar a Brigada Militar e pular a cerca pra arquibanca inferior, onde a vista era melhor. Sempre conseguiá-mos, apesar de muitas vezes isso nos custar algumas cassetadas de borracha nas pernas.
Foi numa dessas ocasiões que vi meu inter ser campeão da Copa do Brasil em cima do Fluminense. Valeu cada borrachada...
Mais nem por isso deixei de acreditar e ir em vários jogos ao estilo "vilajardiano", é claro. Como estavámos sempres duros na época, nos restava pagar ingresso na famosa e extinta "coréia", que era a Geral do Internacional.
Depois que estavámos lá dentro, o próximo passo era tentar driblar a Brigada Militar e pular a cerca pra arquibanca inferior, onde a vista era melhor. Sempre conseguiá-mos, apesar de muitas vezes isso nos custar algumas cassetadas de borracha nas pernas.
Foi numa dessas ocasiões que vi meu inter ser campeão da Copa do Brasil em cima do Fluminense. Valeu cada borrachada...
quarta-feira, 11 de março de 2009
Cinema Estrelinha
Na Vila Jardim, lá pelos idos de 1983, existia o glorioso Cinema Estrela, carinhosamente apelidado de "estrelinha". Um dos muitos cinemas de bairro de Porto Alegre, que na realidade era na divisa entre a Vila Jardim e o Bairro Ipiranga, e foi pra muitos o seu debut na sétima arte. Pra mim também foi. Foi lá que vi maravilhado O Exterminador do Futuro, em 1984, Mad Max, A Floresta de Esmeraldas, Rambo , além de inumeras matinés onde passavam desenhos toscos e filmes de kung-fú pra gurizada ver.
Minha família não era de muitas posses, e um ingresso pro cinema não seria uma prioridade, então eu tinha de me virar pra poder ir ao Estrelinha; então eu e meu primo (Elenilton) viramos parceiros num empreendimento: com 12 anos de idade, montamos duas carroçinhas de madeira com rodas de rolimã, e após o colégio, fomos os percussores da reciclagem recolhendo vidro, cobre e papel e vendendo no ferro-velho pra no fim de semana ter uns trocados pro ingresso e pra uma Teen ou Coca-Cola no cinema.
Claro que como bons maloqueiros que éramos tivemos nossas primeiras experiências fora-da-lei no Estrelinha. Com 13 anos eu e meu primo com um cupon de supermercado e um giz de cera amarelo falsificamos entradas pro mesmo, sem falar nas bombas relógios que faziamos com um cigarro e um rojão, e que infernizava os donos do cinema. Bombas que só eram usadas caso o filme fosse muito ruim. Foi lá também que dei meu primeiro beijo oficial, lá pelos 14 anos.
Não sei ao certo até que o ano o cinema funcionou, mais sei que hoje ele é uma igreja evangélica, como muitos cinemas do Brasil, e com certeza não é um lugar tão cheio de alegria como era no meus tempos de guri.
Minha família não era de muitas posses, e um ingresso pro cinema não seria uma prioridade, então eu tinha de me virar pra poder ir ao Estrelinha; então eu e meu primo (Elenilton) viramos parceiros num empreendimento: com 12 anos de idade, montamos duas carroçinhas de madeira com rodas de rolimã, e após o colégio, fomos os percussores da reciclagem recolhendo vidro, cobre e papel e vendendo no ferro-velho pra no fim de semana ter uns trocados pro ingresso e pra uma Teen ou Coca-Cola no cinema.
Claro que como bons maloqueiros que éramos tivemos nossas primeiras experiências fora-da-lei no Estrelinha. Com 13 anos eu e meu primo com um cupon de supermercado e um giz de cera amarelo falsificamos entradas pro mesmo, sem falar nas bombas relógios que faziamos com um cigarro e um rojão, e que infernizava os donos do cinema. Bombas que só eram usadas caso o filme fosse muito ruim. Foi lá também que dei meu primeiro beijo oficial, lá pelos 14 anos.
Não sei ao certo até que o ano o cinema funcionou, mais sei que hoje ele é uma igreja evangélica, como muitos cinemas do Brasil, e com certeza não é um lugar tão cheio de alegria como era no meus tempos de guri.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Personagens da Vila - Loquinho da Lata
Existia lá pelos idos de 1977, um personagem temido pela gurizada com menos de 10 anos: "O Loquinho da Lata" . Ninguém sabia onde ele morava, seu nome, nem o que fazia, mais era só ouvirmos o peculiar som que o precedia, pra que a Rua da Galiléia, antes cheia de crianças nas mais diversas atividades, ficasse deserta.
Ele carregava um latão quadrado daqueles de 20 litros, de azeite eu acho, e com um pedaço de madeira batia nele enquanto caminhava. Era temido pois os mais velhos diziam que ele sequestrava crianças e sumia com elas; lógico que era papo furado, mais na época a gente não sabia disso.
Talvez ele ainda esteja vivo, pois pelo que me lembro devia ter uns 20 anos no máximo, e talvez hoje ainda bata sua latinha em algum de Porto Alegre, levando terror a piás de imaginação fértil como foi a minha um dia, e as vezes ainda é.
Ele carregava um latão quadrado daqueles de 20 litros, de azeite eu acho, e com um pedaço de madeira batia nele enquanto caminhava. Era temido pois os mais velhos diziam que ele sequestrava crianças e sumia com elas; lógico que era papo furado, mais na época a gente não sabia disso.
Talvez ele ainda esteja vivo, pois pelo que me lembro devia ter uns 20 anos no máximo, e talvez hoje ainda bata sua latinha em algum de Porto Alegre, levando terror a piás de imaginação fértil como foi a minha um dia, e as vezes ainda é.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Primeira lembrança
Em 1972 o regime ainda era a ditadura militar, e o nosso presidente era o General Emílio Garrastazu Médici, e foi quando eu nasci e vim morar na Vila Jardim. Chegei com 3 meses, mais a primeira lembrança que tenho é de quando tinha uns 5 anos, e era época de Natal e passou um papai noel (que eu lógico achava que era o original) daqueles que tiravam fotos com as crianças em troca duns "pilas".
Lembro de ter ficado super triste na época, pois pedi pra ele um brinquedo que meus pais não tinham condições de me dar, e que nunca recebi. Lembro até hoje da cena, da roupa vermelha, do portão de casa aberto , da criançada eufória ao redor do mili vanili dos papais nóeis.
Hoje em dia entendo de onde veio a inspiração pra esta música dos Garotos Podres...
Lembro de ter ficado super triste na época, pois pedi pra ele um brinquedo que meus pais não tinham condições de me dar, e que nunca recebi. Lembro até hoje da cena, da roupa vermelha, do portão de casa aberto , da criançada eufória ao redor do mili vanili dos papais nóeis.
Hoje em dia entendo de onde veio a inspiração pra esta música dos Garotos Podres...
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Vamos começar do começo...
A Vila jardim é um bairro da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do sul, e o seu nome foi sancionado pela Lei 2022 de 7 de dezembro de 1959. Tem 178 Hectares e esta localizado na parte norte da cidade. Segundo a Wikipédia, tem atualmente 14.200 habitantes. Foi lá queu me criei (fui pra lá quando tinha 3 meses de idade) e vivi até os meus 29 anos. Resolvi criar este blog pra contar as muitas histórias que aconteceram neste lugar de pessoas singulares. Algumas das pessoas e histórias são boas, outras nem tanto, mais todas são reais. Vou tentar manter reais também seus nomes, com excessão de casos extremos para não prejudicar ninguém.
Também não vou ter muita fidelidade com qualquer ordem cronológica, pois pretendo postar conforme as lembranças vierem chegando, e na medida do possível colocar algumas fotos também pra ilustrar melhor alguns acontecidos.
Seja bem-vindo
Também não vou ter muita fidelidade com qualquer ordem cronológica, pois pretendo postar conforme as lembranças vierem chegando, e na medida do possível colocar algumas fotos também pra ilustrar melhor alguns acontecidos.
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